Todos precisam sair de casa e ter acesso a soluções de mobilidade. Isso não se resume a ir de um ponto A a um ponto B, mas é o que mantém aquele brilho nos olhos de quem se sente independente. E isso inclui todas as gerações.
Afinal, quem não gosta de escolher o que vai almoçar no mercado, dar uma caminhada na praça ou pegar o ônibus sem depender de ninguém? É terrível pensar que algo tão simples possa ser desafiador.
Sabemos que o Brasil, de modo geral, não é um exemplo nesse quesito. Temos bons casos isolados, mas precisamos pensar em formas de contornar as dificuldades de mobilidade no dia a dia.
A mobilidade é um superpoder para a criança, a pessoa com deficiência (PCD), o idoso, o estudante e tantos outros. Ela permite realizar tarefas simples sem precisar pedir ajuda a todo momento. Pense assim: subir uma escada, fazer compras ou dar aquele passeio para tomar um café faz bem não só para o corpo, mas também para a alma.
Na minha família, por exemplo, a Dona Dirce, que tem 92 anos, vai para todos os lugares usando metrô, ônibus e caminhando. Ela fala com orgulho do dia a dia dela.
Já o Luís, meu neto de 6 anos, adora o desafio de ir à vendinha comprar doces sozinho.
E os adultos? Usam o trem e as bicicletas compartilhadas para explorar a capital e se sentem independentes também.
Nesse contexto, o transporte urbano é uma peça-chave para garantir essa autonomia tão valiosa.
A cidade precisa colaborar, porque vamos combinar: uma cidade que nos desafia com buracos nas vias e tempos curtos nos semáforos parece mais um teste de sobrevivência, injusto, diga-se de passagem.
Queremos calçadas sem “armadilhas”, faixas de pedestres com tempos adequados e transporte público planejado para atender a todos. Até mesmo um banco confortável no ponto de ônibus faz uma grande diferença em deslocamentos para compromissos pessoais ou profissionais.
E aqui vai um ponto importante: quem anda pouco perde força, e quem perde força tem menos vontade de andar. O resultado? Um ciclo péssimo de sedentarismo, que afeta tanto o corpo quanto o humor. Um sistema de transporte acessível e inclusivo não só estimula as pessoas a se movimentarem, mas também combate o isolamento. E nisso, voltamos a incluir todas as gerações, devolvendo a todos o prazer de participar ativamente da vida na cidade.
O segredo está em criar condições que integrem o movimento à rotina, e o transporte urbano, metrôs, ônibus e bicicletas, é uma parte essencial para fazer isso acontecer.
Corra atrás do seu superpoder.

























