“Aos 72 anos eu comecei e quero ir até os 100 anos. Eu quero trabalhar, não sou velha. É gratificante fazer um trabalho e todos gostarem.” (Tânia Maria, 79 anos, atriz)
O ano de 2026 começou com uma notícia histórica para o cinema e a cultura brasileira: o aclamado longa-metragem “O Agente Secreto” do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho recebeu quatro indicações ao Oscar (Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator para o talentoso Wagner Moura) esse que é o maior prêmio da indústria cinematográfica mundial.
Um feito que encheu o país de orgulho. Mas, além da celebração artística, essa conquista carrega uma história pessoal ainda mais comovente, uma prova viva de que os sonhos e novos começos não têm prazo de validade.
No centro dessa narrativa está Tânia Maria, uma artesã e costureira potiguar que, depois dos 70 anos, viu sua vida se transformar radicalmente. Descoberta por Kleber Mendonça Filho como figurante em “Bacurau” (2019), ela foi convidada a integrar o elenco de “O Agente Secreto”, no qual interpreta Dona Sebastiana. Sua atuação, repleta de autenticidade e força, conquistou plateias e crítica em todo o mundo.
Hoje, aos 79 anos, Dona Tânia Maria vive um auge artístico surpreendente, foi chamada até mesmo pelo The New York Times como o “novo ícone do cinema brasileiro”.
Além do sucesso no cinema, ela também brilha no mundo publicitário, estrelando campanhas que celebram sua maturidade, charme e história de vida.
Sua trajetória desafia um dos maiores mitos da sociedade contemporânea: a ideia de que, depois de certa idade, muitas vezes citada como os 50 anos, já não é mais possível sonhar, recomeçar ou alcançar algo grandioso.
Quantas pessoas abandonam seus sonhos mais profundos por acreditarem que “já passou da hora”?
Dona Tânia Maria mostra que não só é possível, como pode ser extraordinário um novo começo. De mulher simples do interior do Nordeste a estrela em um filme aclamado internacionalmente; sua trajetória de vida é a prova de que coragem, talento e oportunidade podem surgir em qualquer momento da nossa existência.
Que sua história inspire não apenas admiração, mas ação. Que lembre a todos que os sonhos, independentemente de sua natureza ou “tamanho”, merecem ser cultivados e realizados. E que, como ela mesma demonstrou, nunca é tarde para recomeçar, ousar e brilhar!
A história da própria Dona Tânia Maria já parece um roteiro pronto para as telas do cinema, celebrando a mensagem mais bela: um testemunho emocionante de que nunca é tarde para sonhar.
























