Intergeracionalidade

Entre jovens e maduros, a harmonia nota 10

O último Carnaval foi mais do que espetáculo. Foi uma demonstração clara de que maturidade não é sinônimo de passado. É ativo estratégico. A vitória da Unidos do Viradouro no Carnaval do Rio de Janeiro não pode ser lida apenas como resultado de alegorias grandiosas ou de uma bateria pulsante. Ela é, sobretudo, a consagração de uma liderança experiente. Ao colocar no centro do enredo a trajetória de Mestre Ciça, a escola reafirmou algo que o mundo corporativo ainda aprende com dificuldade: excelência sustentável nasce de memória, método e vivência acumulada.

O menino que fugiu da civilização

Se você não é um baby-boomer, existe uma possibilidade de que não tenha lido “As aventuras de Huckleberry Finn”. Por outro lado se você for um millenial ou da geração Z é bem possível que tenha assistido a série da Prime Video.

Dois Hackathons, muitas gerações e uma tese colocada à prova

Em 2025, o Age Free World decidiu sair definitivamente do campo das ideias e colocar suas hipóteses à prova no território mais desafiador de todos: a prática. A pergunta que nos movia era simples na forma, mas profunda nas implicações: o que acontece quando pessoas de diferentes gerações se reúnem, com método, intenção e segurança psicológica, para enfrentar juntas os desafios reais do mundo do trabalho?

Ressignificando o papel da “Geração Sanduíche”: do esgotamento ao equilíbrio

Vivemos tempos de contradições profundas. No mesmo instante em que celebramos a longevidade, somos esmagados por seu peso. Somos a “Geração Sanduíche”, termo que foi criado nos Estados Unidos em 1981 pelas assistentes sociais Dorothy Miller e Elaine Brody. Ele descreve a situação de adultos que se veem “espremidos” entre a dupla responsabilidade de cuidar dos seus pais que, alcançam idades antes impensáveis e a dedicação necessária a filhos que, seja pela extensão da juventude ou pelas pressões econômicas atuais, permanecem em casa demandando apoio, orientação e, não raro, sustento.

Aos jovens de ontem

O etarismo (qualquer etarismo) empobrece a todos. Quando os mais novos descartam os mais velhos como irrelevantes por princípio, perdem décadas de conhecimento acumulado. Quando os mais velhos se agarram ao poder sem agregar valor, roubam oxigênio das inovações necessárias. Quando qualquer geração finge que só ela importa, o resultado é sempre mediocridade coletiva.

A nova geração de líderes e o futuro que queremos construir

Nos últimos meses, tive a oportunidade de participar do Aspire Leaders Program, uma jornada global de desenvolvimento de liderança criada a partir de uma iniciativa da Harvard University e hoje conduzida pelo Aspire Institute. O programa reúne jovens de 18 a 29 anos, de baixa renda ou primeira geração universitária, de mais de 180 países – todos conectados pelo desejo de aprender, transformar e liderar com propósito.

As linhas da sombra da vida[1]

O sujeito nasceu na Ucrânia, de família polonesa. Foi marinheiro na França e, em seguida, em navios mercantes ingleses. Aos 20 anos começou a aprender a língua de Shakespeare e a aprendeu tão bem que tornou-se um dos maiores e mais importantes escritores de língua inglesa. Senhoras e senhores: com vocês Józef Teodor Konrad Korzemowski, mais conhecido como Joseph Conrad.

O legado das gerações que se uniram

A história de Seu José, hoje com 62 anos, é daquelas que merecem ser contadas como uma síntese da resiliência brasileira. Menino nordestino que chegou a São Paulo nos anos 60, acompanhando os pais em busca de trabalho e de um futuro que a seca negava em sua terra natal, ele viveu as agruras de uma infância comum a milhares de migrantes: antes de brincar, era preciso trabalhar. Embalagens de mercado, picolés vendidos na rua, entregas de todo tipo. Estudar? Esse era um privilégio distante, que a fome e a necessidade não permitiam.

Geração Z: a nostalgia de um passado não vivido

A recente reportagem do New York Times trouxe à tona um fenômeno intrigante: uma pesquisa revela que a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) sente uma nostalgia profunda por uma era que nunca viveu. Este sentimento, paradoxal à primeira vista, levanta uma questão fundamental: como é possível ter saudade de um tempo do qual não se fez parte?

O velho e o código

O mar corporativo continuava revolto, hostil aos muito velhos e aos muito jovens, como se a experiência e a inovação fossem peixes que não pudessem nadar juntos. Mas Santiago sabia: em algum lugar, havia um cardume esperando por pescadores que entendessem tanto das marés antigas quanto dos ventos novos.

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