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Nunca É Tarde Para Sonhar

O ano de 2026 começou com uma notícia histórica para o cinema e a cultura brasileira: o aclamado longa-metragem “O Agente Secreto” do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho recebeu quatro indicações ao Oscar (Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator para o talentoso Wagner Moura) esse que é o maior prêmio da indústria cinematográfica mundial.

O discurso que não entrega

As empresas falam muito sobre diversidade e inclusão. Está nos discursos, nos relatórios de sustentabilidade, nas campanhas institucionais e nas agendas de RH. O movimento é relevante e, em muitos casos, genuíno. Mas há uma distância evidente entre intenção e prática. E é justamente essa distância que precisamos observar com serenidade, ponderação e espírito crítico.

Dois Hackathons, muitas gerações e uma tese colocada à prova

Em 2025, o Age Free World decidiu sair definitivamente do campo das ideias e colocar suas hipóteses à prova no território mais desafiador de todos: a prática. A pergunta que nos movia era simples na forma, mas profunda nas implicações: o que acontece quando pessoas de diferentes gerações se reúnem, com método, intenção e segurança psicológica, para enfrentar juntas os desafios reais do mundo do trabalho?

A outra medida do valor

Há uma discussão silenciosa ganhando corpo dentro das organizações. Por muito tempo, produtividade foi traduzida em métricas que, embora neutras na aparência, acabaram favorecendo perfis mais jovens. Velocidade como parâmetro absoluto, disponibilidade irrestrita como sinônimo de comprometimento, profundidade técnica como um requisito inflexível num mundo em que a tecnologia muda mais depressa do que qualquer ser humano consegue acompanhar. Nada disso foi criado para excluir. Mas, na prática, muitos desses indicadores se tornaram filtros indiretos que empurram profissionais maduros para as bordas do sistema.

Ressignificando o papel da “Geração Sanduíche”: do esgotamento ao equilíbrio

Vivemos tempos de contradições profundas. No mesmo instante em que celebramos a longevidade, somos esmagados por seu peso. Somos a “Geração Sanduíche”, termo que foi criado nos Estados Unidos em 1981 pelas assistentes sociais Dorothy Miller e Elaine Brody. Ele descreve a situação de adultos que se veem “espremidos” entre a dupla responsabilidade de cuidar dos seus pais que, alcançam idades antes impensáveis e a dedicação necessária a filhos que, seja pela extensão da juventude ou pelas pressões econômicas atuais, permanecem em casa demandando apoio, orientação e, não raro, sustento.

Aos jovens de ontem

O etarismo (qualquer etarismo) empobrece a todos. Quando os mais novos descartam os mais velhos como irrelevantes por princípio, perdem décadas de conhecimento acumulado. Quando os mais velhos se agarram ao poder sem agregar valor, roubam oxigênio das inovações necessárias. Quando qualquer geração finge que só ela importa, o resultado é sempre mediocridade coletiva.

O retrato que envelhece por nós

O desejo pela juventude eterna atravessa milênios. De Gilgamesh à fonte de Ponce de Leon, do Fausto de Goethe ao Dorian Gray de Wilde, a humanidade sempre sonhou em deter o tempo. Hoje, trocamos as lendas por suplementos milagrosos, procedimentos estéticos e promessas da química da longevidade. Alguns bilionários apostam na criogenia, esperando acordar em um futuro onde a morte tenha sido derrotada. Mas há um etarismo mais sutil operando aqui. Não apenas o preconceito que os mais novos dirigem aos mais velhos, esse é óbvio e documentado. Falo do etarismo que dirigimos contra nós mesmos.

O preço da longevidade: a dupla face de envelhecer no Brasil

A reportagem recente que revela os segredos de celebridades como Angélica, Eliana e Xuxa para “não envelhecer” é sintomática de nosso tempo. Entre depoimentos sobre rotinas rigorosas de bem-estar, alimentação balanceada, exercícios físicos e tratamentos estéticos de ponta, surge um denominador comum implícito, mas inegável: o custo.

Futuro que madura: os 50+ e a intergeracionalidade entraram de vez na pauta

Há uma realidade emergente que finalmente começa a ganhar espaço: a inclusão dos 50+ no debate sobre diversidade. Esse movimento não vem apenas para corrigir preconceitos, mas para colocar luz sobre o quanto estamos desperdiçando, como sociedades e organizações, ao negligenciarmos a experiência, o conhecimento e a sabedoria acumulada desse público.

A nova geração de líderes e o futuro que queremos construir

Nos últimos meses, tive a oportunidade de participar do Aspire Leaders Program, uma jornada global de desenvolvimento de liderança criada a partir de uma iniciativa da Harvard University e hoje conduzida pelo Aspire Institute. O programa reúne jovens de 18 a 29 anos, de baixa renda ou primeira geração universitária, de mais de 180 países – todos conectados pelo desejo de aprender, transformar e liderar com propósito.

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