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O retrato que envelhece por nós

O desejo pela juventude eterna atravessa milênios. De Gilgamesh à fonte de Ponce de Leon, do Fausto de Goethe ao Dorian Gray de Wilde, a humanidade sempre sonhou em deter o tempo. Hoje, trocamos as lendas por suplementos milagrosos, procedimentos estéticos e promessas da química da longevidade. Alguns bilionários apostam na criogenia, esperando acordar em um futuro onde a morte tenha sido derrotada. Mas há um etarismo mais sutil operando aqui. Não apenas o preconceito que os mais novos dirigem aos mais velhos, esse é óbvio e documentado. Falo do etarismo que dirigimos contra nós mesmos.

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O preço da longevidade: a dupla face de envelhecer no Brasil

A reportagem recente que revela os segredos de celebridades como Angélica, Eliana e Xuxa para “não envelhecer” é sintomática de nosso tempo. Entre depoimentos sobre rotinas rigorosas de bem-estar, alimentação balanceada, exercícios físicos e tratamentos estéticos de ponta, surge um denominador comum implícito, mas inegável: o custo.

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Futuro que madura: os 50+ e a intergeracionalidade entraram de vez na pauta

Há uma realidade emergente que finalmente começa a ganhar espaço: a inclusão dos 50+ no debate sobre diversidade. Esse movimento não vem apenas para corrigir preconceitos, mas para colocar luz sobre o quanto estamos desperdiçando, como sociedades e organizações, ao negligenciarmos a experiência, o conhecimento e a sabedoria acumulada desse público.

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A nova geração de líderes e o futuro que queremos construir

Nos últimos meses, tive a oportunidade de participar do Aspire Leaders Program, uma jornada global de desenvolvimento de liderança criada a partir de uma iniciativa da Harvard University e hoje conduzida pelo Aspire Institute. O programa reúne jovens de 18 a 29 anos, de baixa renda ou primeira geração universitária, de mais de 180 países – todos conectados pelo desejo de aprender, transformar e liderar com propósito.

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Por que o futuro não tem idade?

Por muito tempo, discutimos diversidade etária com uma abordagem quase sentimentalista. Falamos em valorizar a experiência, respeitar trajetórias e acolher os mais velhos no ambiente corporativo. É justo, claro. Mas será que não é hora de revermos radicalmente essa conversa? Será que não estamos presos a um discurso antiquado que limita a verdadeira potência de um ambiente multigeracional?

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As linhas da sombra da vida[1]

O sujeito nasceu na Ucrânia, de família polonesa. Foi marinheiro na França e, em seguida, em navios mercantes ingleses. Aos 20 anos começou a aprender a língua de Shakespeare e a aprendeu tão bem que tornou-se um dos maiores e mais importantes escritores de língua inglesa. Senhoras e senhores: com vocês Józef Teodor Konrad Korzemowski, mais conhecido como Joseph Conrad.

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O legado das gerações que se uniram

A história de Seu José, hoje com 62 anos, é daquelas que merecem ser contadas como uma síntese da resiliência brasileira. Menino nordestino que chegou a São Paulo nos anos 60, acompanhando os pais em busca de trabalho e de um futuro que a seca negava em sua terra natal, ele viveu as agruras de uma infância comum a milhares de migrantes: antes de brincar, era preciso trabalhar. Embalagens de mercado, picolés vendidos na rua, entregas de todo tipo. Estudar? Esse era um privilégio distante, que a fome e a necessidade não permitiam.

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Geração Z: a nostalgia de um passado não vivido

A recente reportagem do New York Times trouxe à tona um fenômeno intrigante: uma pesquisa revela que a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) sente uma nostalgia profunda por uma era que nunca viveu. Este sentimento, paradoxal à primeira vista, levanta uma questão fundamental: como é possível ter saudade de um tempo do qual não se fez parte?

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A beleza de permitir que a noite venha

Eu passei dois ou três dias muito introspectivo. Se alguém me visse de longe, assumiria equivocadamente que eu estava triste. Em determinado momento, a Valéria se virou e disse: “Você está estranho”. Eu não neguei, eu realmente estava estranho, mas comigo mesmo. Dias depois, tudo estava bem novamente. Porém, a reflexão sobre “aqueles dias” não foi esquecida. Acho que “aqueles dias” foram uma janela extemporânea onde questionei se a minha vida atual tem sido vivida com a plenitude que almejo.

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Gerações em movimento

Os rostos nas academias estão mudando. Cada vez mais, entre os aparelhos e halteres, vemos homens e mulheres que não estão ali por vaidade ou metas estéticas, mas por algo mais essencial: cuidar do corpo para sustentar a vida.

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