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A beleza de permitir que a noite venha

Eu passei dois ou três dias muito introspectivo. Se alguém me visse de longe, assumiria equivocadamente que eu estava triste. Em determinado momento, a Valéria se virou e disse: “Você está estranho”. Eu não neguei, eu realmente estava estranho, mas comigo mesmo. Dias depois, tudo estava bem novamente. Porém, a reflexão sobre “aqueles dias” não foi esquecida. Acho que “aqueles dias” foram uma janela extemporânea onde questionei se a minha vida atual tem sido vivida com a plenitude que almejo.

Gerações em movimento

Os rostos nas academias estão mudando. Cada vez mais, entre os aparelhos e halteres, vemos homens e mulheres que não estão ali por vaidade ou metas estéticas, mas por algo mais essencial: cuidar do corpo para sustentar a vida.

A Grande Ressaca dos Millenials – e não só deles

Recebi uma mensagem de um amigo com um link que, na verdade, era uma bomba: a música Hope é intensa na letra e na batida. Parece ser só o desabafo autobiográfico de um jovem de 30 anos. Só parece. “Qual é sua definição de sucesso? Diz aí: qual é a sua definição de sucesso? Será que você aguenta a batida?

O dividendo da longevidade

O texto a seguir é inspirado profundamente nas ideias e no raciocínio do artigo “O Dividendo da Longevidade”, originalmente publicado pela Revista de Finanças e Desenvolvimento do Fundo Monetário Internacional, assinado por Andrew Scott, diretor Sr. de Economia no Ellison Institute of Technology e professor de economia na London Business School; e por Peter Piot, professor de Saúde Global na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres. Para este artigo, adotamos o mesmo título, todos os conceitos trazidos pelos autores, mas com uma abordagem mais interpretativa e resumida.

Etarismo no Brasil: avanços da legislação e o futuro do mercado de trabalho

Diante do fascinante tema do etarismo no Brasil, surge um questionamento crucial: como garantir um futuro digno àqueles que, na maturidade, mantêm um desejo vibrante pela vida e por novos conhecimentos? Para essa jornada, é essencial conhecer as leis que protegem os direitos em todas as idades, especialmente os da pessoa idosa.

O velho e o código

O mar corporativo continuava revolto, hostil aos muito velhos e aos muito jovens, como se a experiência e a inovação fossem peixes que não pudessem nadar juntos. Mas Santiago sabia: em algum lugar, havia um cardume esperando por pescadores que entendessem tanto das marés antigas quanto dos ventos novos.

Raízes que falam

Há vidas que se entrelaçam com lugares, com pessoas, com épocas, como se o destino decidisse bordar memórias em diferentes territórios da existência. O mundo corporativo, por outro lado, parece ter desaprendido a olhar para raízes. Valoriza a velocidade, celebra o instantâneo e, muitas vezes, descarta a experiência como se ela fosse um arquivo desatualizado. Pior: em nome de uma modernidade pasteurizada, abre mão até de sua própria história, afastando-se dos valores e do propósito que a construíram. Quantos profissionais extraordinários, com trajetórias robustas e resultados consistentes, encontram-se subitamente invisíveis aos olhos de um mercado obcecado por métricas e tendências?

O risco de combater o etarismo criando novos rótulos

Na ânsia de corrigir séculos de exclusão, estamos criando novos estereótipos. Trocam-se rótulos negativos por positivos: “os 50+ são resilientes”, “os 60+ são sábios”, “os 70+ são inspiração viva”. Embora bem-intencionadas, essas narrativas ainda enquadram pessoas em categorias que não lhes pertencem.

Zona desmilitarizada do etarismo

O tema etarismo é uma pauta em evidência, sobretudo dos protagonistas das duas pontas da linha de tempodessa vida bandida. No início da escada, a rapaziada que entra na ribalta da vida social e profissional, os jovens. No alto da escada, a turma que já subiu os degraus, caiu, desceu dois degraus, se reequilibrou, subiu novamente. São chamados de idosos na etiqueta mais refinada e de velhos no popular. No mundo do marketing passam por sutilezas do tipo: melhor idade e outras baboseiras para fazer negócio.

A travessia do tempo

Vivemos um paradoxo silencioso e, muitas vezes, cruel. De um lado, a busca legítima por longevidade, saúde e vitalidade. Do outro, uma corrida desenfreada, quase desesperada, contra o relógio biológico, como se o simples ato de envelhecer fosse, em si, um fracasso pessoal. O corpo envelhece, sim. E ele faz isso no ritmo certo, na cadência natural da vida. Cedo ou tarde, ele nos dirá, às vezes com gentileza, às vezes com firmeza, que não seremos mais capazes de fazer certas coisas. E tudo bem. Isso não é um castigo. É apenas a vida sendo vida.

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