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Profissional experiente trabalhando no computador, ilustrando o artigo sobre longevidade e trabalho

A longevidade depende de quem ainda trabalha

A notícia parece, à primeira vista, uma celebração da longevidade. E é. O Japão acaba de ultrapassar uma marca que, até pouco tempo atrás, pareceria improvável: 107.677 pessoas com 100 anos ou mais, o maior número desde o início dos registros, em 1963. São quase 8 mil centenários a mais do que no ano anterior. 88% são mulheres.

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Menores antes de crianças – o etarismo em Capitães de Areia

O romance começa sem crianças. Antes de qualquer menino aparecer, Jorge Amado entrega ao leitor recortes de jornal e uma troca de cartas entre o periódico, o chefe de polícia, o diretor do reformatório e um padre.[1] A infância soteropolitana dos anos 1930 é primeiro catalogada, discutida e sentenciada pelos adultos; só depois lhe permitem existir na página. A escolha estrutural já é a tese do livro: os mais jovens são falados antes de serem vistos.

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Ad gerationem

Existe uma falácia com nome em latim para quase tudo. A preguiça argumentativa atende por uma delas: o ad hominem. Em “A Arte de Ter Razão” (Dialética Erística)[1], Arthur Schopenhauer define o argumento ad hominem como um estratagema em que, em vez de atacar o mérito da tese (ad rem), a refuta indiretamente conectando-a às ações, crenças ou falas anteriores do próprio oponente. Autores de manuais de lógica classificam o ad hominem abusivo e circunstancial como falácias de relevância, pois atacam a pessoa em vez de demonstrar a falsidade de suas premissas.

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O Amor na Maturidade

Falar sobre o amor é sempre mergulhar em um dos sentimentos mais profundos da experiência humana. O Dia dos Namorados, celebrado no Brasil no dia 12 de junho, nos convida a refletir sobre os diferentes significados do amor e a lembrar que ele não pertence a uma única fase da vida. O amor é para todas as idades!

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A filhas de Lear invadiram o Alto da Lapa

Rei Lear abre a peça dividindo seu reino entre as filhas. O que se segue não é uma disputa por terras: é uma campanha de desqualificação. Goneril e Regan usam a idade do pai como argumento: ele já não tem condições de governar, seu julgamento falhou, é hora de ceder. A crueldade aqui não é apenas filial. É política. A velhice, na lógica das filhas, é incompetência em forma humana  e, por isso, incompatível com espaços de poder. Shakespeare escreveu isso há mais de quatrocentos anos. A lógica segue atual.

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Idosos ainda rolam as pedras

Em 1995, quando os Rolling Stones desembarcaram no Brasil para a turnê de Voodoo Lounge, muita gente repetia a mesma frase com aquela certeza de quem acredita entender o futuro: “acabou”. Diziam que estavam velhos demais. Que já tinham entregado tudo. Que era uma banda sobrevivendo da própria nostalgia. Trinta e um anos depois, eles seguem ativos, lançando álbum, lotando estádios, fazendo shows de quase três horas e obrigando o mundo a encarar uma nova realidade: talvez a idade nunca tenha sido o problema.

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Um garoto indomável

J.D. Salinger publicou “O Apanhador no Campo de Centeio” em 1951. Desde então, o livro é lido como retrato da adolescência em crise, do isolamento, da busca por identidade. Mas há uma dimensão que passa despercebida com frequência: o que Holden Caulfield experimenta ao longo de toda a narrativa é, em grande medida, etarismo: o preconceito baseado na idade, aqui exercido contra um jovem por um mundo adulto que não o reconhece como interlocutor legítimo.

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Não faz o menor sentido descartar os 50+

Há um sério desalinhamento entre discurso e prática no mercado de trabalho. Enquanto organizações afirmam valorizar diversidade, experiência e visão estratégica, ainda hesitam diante do profissional 50+. Não se trata de um conflito ideológico, mas de uma incoerência operacional. Simplesmente não há lógica consistente que sustente essa resistência.

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