
Menores antes de crianças – o etarismo em Capitães de Areia
O romance começa sem crianças. Antes de qualquer menino aparecer, Jorge Amado entrega ao leitor recortes de jornal e uma troca de cartas entre o periódico, o chefe de polícia, o diretor do reformatório e um padre.[1] A infância soteropolitana dos anos 1930 é primeiro catalogada, discutida e sentenciada pelos adultos; só depois lhe permitem existir na página. A escolha estrutural já é a tese do livro: os mais jovens são falados antes de serem vistos.









